Marketing nas redes sociais ou blog: no que investir?

Todo mundo que usa a internet sabe da importância das mídias e redes sociais, bem como do papel que um blog pode exercer para uma marca. O que pouca gente sabe é como o marketing de conteúdo pode agregar valor a essas duas estratégias.

Também conhecido como content marketing, que é o termo original em inglês para o marketing de conteúdo, o que ele faz é atender as expectativas das novas gerações de uma maneira totalmente diferenciada e valorativa.

Ou seja, ele gera valor para os clientes e o público-alvo de uma determinada marca, seja ela a vendedora de um produto ou uma prestadora de serviços. Sem falar no caso de autônomos, freelancers ou influencers digitais, tão comuns hoje.

Essencialmente, o que uma empresa de jardinagem e paisagismo pode fazer, por exemplo, é gerar conteúdos originais e de qualidade, que sejam capazes de servir como isca. Ou seja, capazes de atrair a atenção do público que gosta dessa solução.

Algumas vezes, o que os conteúdos precisam fazer é educar os leitores, especialmente quando se trata de um produto ou serviço que ainda não é conhecido do grande público. Isso é muito comum, pois às vezes, há soluções comerciais que nem imaginávamos.

Em todo caso, o que o content marketing faz é o que se chama de prospecção passiva, que consiste em abordar os leads, oportunidades e futuros clientes de maneira indireta. O oposto disso seria a prospecção ativa, que é explicitamente comercial.

Outro modo de remeter a isso é falando sobre inbound (que é um tipo de marketing de conteúdo) e outbound, que é o seu extremo oposto. Imagine uma creche infantil particular fazendo outbound, como seria a prática dessa estratégia?

Ela poderia fazer comerciais na televisão ou na rádio local, além de investir em panfletagem, outdoor e outras táticas publicitárias similares. Já o inbound investiria, justamente, em criar conteúdo para suas plataformas digitais.

Aí é que entram as redes sociais e os blogs, embora esses canais também possam ser usados pelo método outbound. Por isso decidimos escrever este artigo, para tirar dúvidas sobre conceitos básicos dessa área.

Além disso, trazemos dicas práticas para você entender melhor como fazer seu marketing de conteúdo, quando é melhor investir na mídia social e qual é o momento de investir no blog.

O mais bacana é que, atualmente, essas frentes evoluíram tanto que as duas estratégias servem para qualquer segmento, seja para vender produtos populares para usuário final ou alugar espaço de coworking para pessoas jurídicas e afins.

Então, se você quer entender melhor como tudo isso é possível, e ainda mudar seu negócio de patamar na internet por meio do marketing de conteúdo, basta seguir adiante a leitura.

Inbound vs. outbound na internet

Como vimos acima, as redes sociais e até os blogs podem ser utilizados como base para o marketing de conteúdo e o inbound, mas também para o outbound marketing.

Portanto, é preciso deixar bem claro como isso funciona e porque é assim. Na verdade, relacionar o online diretamente ao inbound, e o offline ao outbound, é um erro.

Se o outbound é uma prospecção ativa explicitamente comercial, como referido anteriormente, então toda propaganda vai ter algum elemento dele, certo? Portanto, os anúncios e impulsionamentos digitais são outbound.

Por exemplo, se você faz um anúncio patrocinado de sacola de tecido personalizada, explorando vantagens comerciais como preços, prazos ou mesmo promoções arrasadoras.

Ou seja, no marketing de conteúdo temos um crescimento de tipo orgânico, que é mais lento pois demora o tempo dos seus conteúdos serem compartilhados de modo natural entre seus seguidores e os usuários das plataformas. No outbound é o contrário.

No blog vale a mesma regra, se considerarmos que ele pode ser promovido pelos motores de busca organicamente, por meio do aumento de tráfego e da otimização da página. Ou por anúncios, como no caso do Link Patrocinado.

Esta é a primeira distinção que precisamos fazer ao pensar em marketing nas redes sociais e nos blogs, porque muita gente deixa de considerar as diferenças entre um crescimento orgânico e um crescimento pago ou impulsionado, o que gera problemas.

1. Marketing de conteúdo em blogs?

Pode parecer irônico falar sobre marketing de conteúdo em blogs, já que geralmente a impressão que temos é a de que foi nessas plataformas que a ideia do content marketing surgiu pela primeira vez, com a disseminação da internet.

Na verdade, o marketing de conteúdo é muito anterior à internet, pois remete à primeira metade do século XX, quando uma marca de pneus criou um guia turístico para que seus clientes gastassem mais pneu e comprassem mais dela.

De lá para cá muita coisa mudou, mas o fato é que nos últimos anos os blogs se tornaram sinônimos de marketing de conteúdo, então podem e devem ser o primeiro passo de quem quiser iniciar essa estratégia na internet.

2. Vantagens de ter blog de um serviço

Já vimos que o marketing de conteúdo não tem restrição nenhuma no tocante à segmentação ou nicho de mercado. Ainda assim, ele pode ter algumas diferenças práticas em termos de modelo de negócios, como na diferença entre venda e serviço.

Por exemplo, no caso de serviços como projeto de loja de roupa ele pode ser ainda mais interessante. Sobretudo pela possibilidade de criar publicações seriadas, o que ajuda o público a entender melhor a solução.

Isso é o que se chama “educação dos leads”, que consiste em nutrir as oportunidades conquistadas de modo ainda mais assertivo, especialmente quando o serviço é prestado para empresas e pessoas jurídicas, que são ainda mais exigentes.

Por outro lado, uma loja de roupas que queira vender seus produtos também pode ir direto ao ponto. De fato, artigos do tipo “10 Motivos para Comprar Roupas Novas Ainda Este Ano”, ou qualquer outro semelhante, têm atraído cada vez mais interessados.

3. Outros benefícios dos blogs

Uma vantagem indiscutível de iniciar a produção de content marketing pelo blog é que ele permite gerar conteúdos mais densos e de alta qualidade.

Deste modo, depois os artigos vão poder servir de base para a geração de novos conteúdos em vários formatos diferentes, entre eles:

  • Vídeos explicativos;
  • Infográficos;
  • Miniaulas gratuitas;
  • E-books e manuais;
  • Checklists;
  • Podcasts e afins.

Pense bem, abordar uma solução como gravação de áudio para propaganda por todas essas óticas e formatos é um modo incrível de criar iscas que atraiam todo tipo de cliente que possa ter interesse por esse serviço, não é mesmo?

Aliás, as próprias redes sociais podem derivar de conteúdos que já tenham sido aprofundados nesses formatos, pois assim seu impacto sobre o público será muito maior.

4. Gerar conteúdo nas redes sociais?

Até aqui já ficou claro que as redes sociais e os blogs podem ser trabalhados em paralelo. Ou seja, que um não exclui o outro necessariamente e, pelo contrário, ambos podem se ajudar mutuamente.

Nosso papel aqui é demonstrar como investir em cada um deles de maneira mais estratégica pode ser melhor do que simplesmente criar um blog e um perfil nas mídias sociais, sem nenhum método.

Desse modo, se um blog sobre computador novo pode servir como base de geração de conteúdos densos para futuros posts nas mídias sociais (as quais tendem a ser mais sucintas), nem por isso a rede social deixa de ter suas vantagens, como ficará claro adiante.

5. Humanização da marca e interação

A primeira dessas vantagens tem a ver com a diferença da proposta. Essas mídias são mais informais, então permitem uma linguagem que se aproxima mais do cliente, além de recursos como gifs, memes e outras abordagens que “humanizam” a marca.

De fato, um dos maiores esforços que as grandes marcas do mundo todo têm feito nas últimas duas ou três décadas é o de se aproximar do seu público de modo mais descolado, tentando assumir uma filosofia corporativa que “viva” tal como o cliente vive.

As redes sociais são perfeitas para isso graças à natureza de suas postagens, além de sua dinâmica própria. Perceba que, com um simples meme, uma fábrica de espelho decorativo para sala de jantar poderia impactar seus distribuidores e até o usuário final.

Outro atributo das mídias sociais é o poder de interação que elas permitem. Embora blogs também tenham campo de pergunta e resposta, esse não é um recurso que tem sido tão praticado quanto a interação nas redes sociais.

Assim, as mídias sociais tendem a acelerar as etapas do funil de vendas, por permitirem uma jornada de compra e venda menor. Com isso, elas podem trazer mais resultados muito mais rápido.

Conclusão

Tudo o que exploramos acima deixa bastante claro como o marketing de conteúdo pode ser vantajoso para qualquer empresa que queira crescer na internet.

Porém, o mais importante é entender as diferenças de investir nele por meio das redes sociais ou dos blogs, sem predileção de um pelo outro. 

Assim, ao seguir as dicas que demos acima, você pode tirar vantagem de ambos, tornando sua marca muito mais presente e assertiva no meio digital.

 

Esse texto foi originalmente desenvolvido pela equipe do blog Guia de Investimento, onde você pode encontrar centenas de conteúdos informativos sobre diversos segmentos.